Desde 2016, o Programa de Pós- graduação em Filosofia vem ocupando um importante lugar de vanguarda em nossa área por ter como meta uma democratização efetiva em termos acadêmicos e sociais. A resolução sobre as ações afirmativas, que regulamenta a adoção de cotas étnico-raciais (pretos e pardos), e a criação de uma nova linha de pesquisa (Gênero, raça e colonialidade), em 2016, mostram essa tentativa de institucionalizar o esforço já realizado por alguns professores para ampliar o campo das pesquisas tradicionalmente desenvolvidas em programas de pós-graduação em Filosofia e quebrar preconceitos epistemológicos provenientes de juízos ideológicos quaisquer que sejam.
Isso, contudo, tem nos colocado sob a mira de diversas ações de cunho ideológico, que têm como objetivo, justamente, o impedimento de tal abertura, seja em termos acadêmicos, seja em termos sócio-econômicos. O desenho de uma suástica no banheiro do terceiro andar no dia da primeira aula de filosofia africana; a ação popular que me tornou réu pela adoção de cotas sexuais na seleção do ano passado para ingressantes no PPGF; as queixas na ouvidoria com relação aos eventos realizados pela nova linha, e, mais recentemente, o assédio ao lançamento do Dossiê sobre lesbocídio organizado pela Professora Maria Clara Dias são ações aparentemente desconectadas que vêm acontecendo ao longo dos últimos dois anos, e evidenciam tentativas, dentro de um contexto político mais geral, de evitar os avanços pelos quais o PPGF tem envidado esforços nos últimos anos.
Nesse sentido, venho aqui agradecer publicamente todo apoio que o PPGF tem recebido da atual Direção do IFCS e do Departamento de Filosofia. Gostaria, contudo, de não apenas alertar a comunidade do IFCS sobre os ataques de cunho ideológico que o PPGF vem sofrendo, mas também de convocar alunos, professores e técnicos administrativos a apoiar os eventos organizados pelo nosso programa e ajudar-nos, assim, a mostrar que o IFCS sempre foi, e continuará sendo, um local de ampla liberdade de pensamento e de inovação nas ciências humanas, assim como de luta pelos valores democráticos, sendo, por isso, um ambiente de tolerância com relação a todo e qualquer tipo de práticas, pesquisas e eventos que tenham como objetivo a contribuição para o aprimoramento teórico, ético e político de nossa instituição e da sociedade como um todo.
Isso, contudo, tem nos colocado sob a mira de diversas ações de cunho ideológico, que têm como objetivo, justamente, o impedimento de tal abertura, seja em termos acadêmicos, seja em termos sócio-econômicos. O desenho de uma suástica no banheiro do terceiro andar no dia da primeira aula de filosofia africana; a ação popular que me tornou réu pela adoção de cotas sexuais na seleção do ano passado para ingressantes no PPGF; as queixas na ouvidoria com relação aos eventos realizados pela nova linha, e, mais recentemente, o assédio ao lançamento do Dossiê sobre lesbocídio organizado pela Professora Maria Clara Dias são ações aparentemente desconectadas que vêm acontecendo ao longo dos últimos dois anos, e evidenciam tentativas, dentro de um contexto político mais geral, de evitar os avanços pelos quais o PPGF tem envidado esforços nos últimos anos.
Nesse sentido, venho aqui agradecer publicamente todo apoio que o PPGF tem recebido da atual Direção do IFCS e do Departamento de Filosofia. Gostaria, contudo, de não apenas alertar a comunidade do IFCS sobre os ataques de cunho ideológico que o PPGF vem sofrendo, mas também de convocar alunos, professores e técnicos administrativos a apoiar os eventos organizados pelo nosso programa e ajudar-nos, assim, a mostrar que o IFCS sempre foi, e continuará sendo, um local de ampla liberdade de pensamento e de inovação nas ciências humanas, assim como de luta pelos valores democráticos, sendo, por isso, um ambiente de tolerância com relação a todo e qualquer tipo de práticas, pesquisas e eventos que tenham como objetivo a contribuição para o aprimoramento teórico, ético e político de nossa instituição e da sociedade como um todo.
Prof. Rafael Haddock Lobo, Coordenador do PPGF-UFRJ
